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Vidro Resistente

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Quando alguém olha para uma janela ou um pedaço de vidro extremamente limpo e afirma: "Até parece um cristal!", não pode imaginar o quanto está longe da verdade. Pelo menos em termos de física.

Quando vistos ao nível molecular, a maioria dos materiais sólidos pode ser descrita em uma de duas estruturas: cristais ou vidros. Os cristais se caracterizam por apresentar os átomos em estruturas bem organizadas, cada um em sua posição, como se fosse um batalhão de soldados em formação.

Já os vidros, ou estruturas amorfas, apresentam uma estrutura totalmente desorganizada, com suas partículas demonstrando toda a força da palavra caos. É justamente essa falta de organização que torna os materiais com estrutura vítrea tão frágeis.

Mas agora cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison, Estados Unidos, descobriram uma nova forma de se fabricar vidros que acaba com um pouco da bagunça de suas partículas e os torna mais estáveis e resistentes. Embora não sejam adequados para substituir os vidros de nossas janelas, eles permitirão que a indústria farmacêutica possa explorar compostos químicos que até hoje não eram aproveitados.

Os vidros convencionais têm estruturas muito desordenadas devido à forma com que são produzidos: seus ingredientes são misturados, fundidos, e a seguir resfriados e deixados para endurecer. À medida em que o vidro se resfria, a vibração das moléculas vai diminuindo até que elsa fiquem fixas.

O problema é que o vidro não se resfria igualmente e as moléculas mais internas, impossibilitadas de se movimentar, tendem a ficar mais desordenadas. O que a equipe do Dr. Mark Ediger fez foi desenvolver um método que dá a todas as moléculas a mesma chance de se movimentar e se arranjar de forma mais homogênea.

Os novos vidros são produzidos em seqüências de várias camadas, em um processo chamado de deposição de vapor. O vidro é aquecido até se evaporar, sendo condensado em uma superfície fria logo acima. Como as camadas individuais são muito finas, cada conjunto de moléculas consegue se organizar melhor antes de se solidificar.

Os vidros produzidos com esta técnica não chegam a ser cristais mas, segundo os pesquisadores, levariam 10.000 anos para serem feitos pelo processo tradicional, porque precisariam resfriar muito lentamente. O novo processo demora cerca de uma hora.

O método é muito caro para ser utilizado na fabricação de vidros para janelas. Mas poderá ser muito útil na solidificação de compostos para a indústria farmacêutica. Na pesquisa de novos medicamentos, a estabilidade molecular é um fator crítico. Formas muito instáveis podem se degradar e alterar seus efeitos ao longo do tempo, enquanto outras estáveis demais podem ser insolúveis no corpo humano.

Utilizando-se o novo método, poderá ser possível dosar a estabilidade desses compostos químicos, construindo-os com as características precisamente desejadas. Eles também poderão ser utilizados para a fabricação de kits médicos com um prazo de validade maior do que os fabricados hoje.

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